domingo, 14 de fevereiro de 2010

Das coisas que eu sinto falta

Existem coisas que me fazem falta, e essa falta tá incomodando e precisa ser colocada para fora. Vamos lá:

Eu sinto falta de quando eu tinha quatro anos e minha irmã me levava pra passear, só eu e ela.
Sinto falta do tempo em que minhas irmãs mais velhas moravam com a gente, de quando a minha irmã mais velha se trancava no quarto pra estudar e a do meio dormia de mão dada comigo pra que eu não tivesse medo.
Eu sinto falta do ballet, da Tia do Jardim I, dos brinquedos do parquinho da escola, de voltar pra casa com areia até o último fio de cabelo.
Eu sinto falta de quando a minha mãe coçava a minha cabeça carinhosamente.
Eu sinto falta de ser a "prinecesa do papai".
Eu sinto falta de não ter preocupações, ou melhor, de ter preocupações infantis como "porque as pessoas vão ver Papai do Ceú".
Eu sinto falta da ingenuidade, da simplicidade, de ver um pôr-de-sol sem pensar, só admirando a beleza do momento.
Sinto falta de ver as estrelas, de levantar a cabeça e olhar para o céu, de ver a lua, o mar, de admirar mais as obras de Deus e não só as dos homens.
Eu sinto falta dos meus tempos de escola, dos meus amigos da escola. Sinto falta mesmo sabendo que alguns deles já não sentem mais a minha falta, por displiscência e abandono inteiramente meus.
Sinto falta de ser "a coisinha mais fofa do 2º ano", de ter alguem me dizendo que vai me colocar na mochila e me levar pra casa, da risada da Mahara.
Sinto falta de uma roda de viola, de cantar despreocupada, de rir à toa, com ou sem motivo pra dar risada.
Sinto falta de rir do vento que bate, de cair, levar um escorregão e ser a primeira a gargalhar.
Sinto falta das minhas amigas da facul que viajaram e me abandonaram nestas férias...
Eu sinto falta do teatro, dos amigos do teatro.
Eu sinto falta do Sarau.
Eu sinto falta...
Quer saber? Vou correr atrás do que eu sinto falta e que anida posso recuperar. Vai ser melhor fazer isso que ficar me lembrando de mais coisas que me fazem falta. Infelizmente existem itens da lista acima irrecuperáveis, que o tempo já tratou de cuidar da ausência apenas guardando as lembranças no imenso baú de minhas memórias. Mas o que ainda der pra recuperar eu vou buscar!

Baisers,
Lyca!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Querendo arrumar a bagunça!

Com o término recente e talvez até meio reticente de 2009 chegou 2010. Confesso que estava (e ainda estou!) esperançosa com algumas coisas na minha vida. Estou esperançosa e ansiosa por mudanças em detalhes, coisas pequenas que teriam impacto crucial e fundamental no andamento dos meus dias. Detalhes meus, que dependem unicamente da minha vontade para serem modificados... e talvez esse seja o maior problema.
Nas coisas que só dependem de você para caminhar ou mudar não há mais ninguém que possa ser responsabilizado pelo êxito ou fracasso, pela mudança ou acomodação. É só você e ponto!
É o que tem me incomodado nesse início de ano: as coisas que eu posso e devo mudar.
Me dizem: "Hei, vá com calma! Agora que estamos na 3ª semana do ano, você tem tempo!"
Não concordo. Se eu posso fazer agora, pra que prolongar pelo ano inteiro?!
Talvez seja um estress, um estado de raiva, algo momentâneo... só que está me incomodando e me alertando que devo agir o quanto antes.
Sinto-me no meio de um turbilhão de pensamentos, sentimentos, fatos e ações, tudo muito confuso, desorganizado, bagunçado. Acho que é chegada a hora de colocar cada coisa em seu lugar, botar ordem na casa, limpar a sujeira de debaixo do tapete e me livrar das coisas inúteis que tem ocupado espaço desnecessário... principalmente dos sentimentos inúteis. Esses devem ser os primeiros da lista de "bota fora".
Devo aceitar alguns fatos, me libertar de amarras, cordas que no momento me prendem a sentimentos bobos e sem finalidade nenhuma, unicamente supérfluos. São coisas que devem (e vão!) sair da minha vida porque simplesmente estão me impedido de amadurecer, de ver o mundo, as pessoas e os fatos com olhos mais críticos.
Bem, depois que eu me livrar dessa "velharia" inútil é que pretendo de fato começar 2010. Por isso que a limpeza deve ser feita logo, o quanto antes melhor!
Afinal, 2010 tá só começando e não posso desperdiçar um ano inteiro numa faxina, né?

Baisers,
Lyca.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O porquê do começo no fim... do ano, né!

Bem, eis aqui o início das minhas postagens...

A pergunta é: Por que um blog?

Pois é, a resposta se encontra em alguns sentimentos e pensamentos meus que, ultimamente, tem tido vontade de passear por aí, de serem de alguma forma expressados, expelidos... Confesso que procurei outras soluções, mas acabei me convencendo que seria melhor deixá-los partir por ai, por intermédio de minhas palavras e frases postadas neste blog. A verdade é que não havia sentido algum em continuar mantendo-os em "cativeiro".

O mais engraçado é que eu nunca gostei muito dessa coisa "do escrever", sempre fui mais de falar e, minha nossa, como gosto de falar! Talvez esse meu momento "scribere" seja só uma fase, mas se não for, melhor.

Senti uma necessidade muito grande de escrever hoje, aproveitando o meu tempo ocioso de recesso de Natal da facul. Como me sinto agora, fazendo isso? Me sinto bem...

Ah, e falando do Natal da linha anterior, o meu vai ser por aqui mesmo, com a família e a boa ceia... Gosto dessa época do ano, as coisas parecem mais simples, as pessoas mais fraternas, e até um mundo se apresenta um pouquinho melhor.

Depois do Natal vem o Ano Novo. É 2010 batendo a nossa porta, e o que ele trará consigo?

Pra mim 2009 foi um ano de transições, mudanças, realizações, e sou muito grata por isso.

Descobri a Farmácia como minha perspectiva de futuro profissional, fiz amigos, criei laços, desfiz outros... E aprendi muita coisa também.

E nesse fim de ano vou repetir o que fiz no fim de 2008: sem planejamentos para 2010.

Nada foi planejado em 2009, e coisas maravilhosas me aconteceram durante este período.

Vou repetir a receita: o planejado é não planejar!



Feliz Natal e desde já Próspero 2010, caso eu não volte a postar até lá!

Baisers!